O PATÉTICO FILME TRANSAMÉRICA
Chamo de patético o filme porque,quem entende do
assunto,como eu,só pode usar esta denominação.O filme é de dar
dó,pena pelo modo ridículo como é exposta a
transexualidade.Não,patético não é horrível nem imbecil.As
pessoas,na sua grande maioria,confundem os significados das
palavras devido à sua acepção popular,que nem sempre corresponde
com a realidade.Vejamos o significado da palavra PATÉTICO,retirada
de um dicionário:
Que comove a alma, despertando um sentimento
de piedade ou tristeza; constrangedor.
Bem,por isso eu usei o termo
patético,devido ao seu significado,porque quem fez o filme tentou
demonstrar não sei o quê,já que fez uma mistura curiosa e perigosa
de elementos que não se interligam,perdeu-se no enredo,sendo que o
principal a ser demonstrado deveria ser a TRANSEXUALIDADE e a
importância da cirurgia de transgenitalização. Contudo,o autor
perdeu-se,permeando por caminhos perigosos, inserindo e
influenciando no contexto fatos que,efetivamente,nada tem a ver com
a realidade. Vou, assim,à análise de alguns aspectos do
filme.
Note que,pra início de análise,a
interpretação foi feita por uma mulher,enquanto que deveria haver
sido protagonizado por uma transexual que,obviamente,também é uma
mulher,contudo,com a peculiaridade de necessitar de uma cirurgia
corretiva.Desse modo,ficou evidenciado o PRECONCEITO em relação às
transexuais,uma vez que uma mulher,biologicamente falando,foi a
protagonista do filme.Muitos comentários diziam que ela havia
estudado e aprendido com transexuais para interpretar o
filme.Ora,primeiramente ela demonstrou que não aprendeu nada,pois
não existe nada a aprender,a não ser SER UMA MULHER
NATURALMENTE,pois assim são as transexuais.Ainda assim,houvesse o
que aprender,igualmente não haveria necessidade de que alguém fosse
aprender,pois seria muito mais fácil e racional colocar como
protagonista uma transexual,que interpretaria de forma
natural,devido à necessidade da cirurgia.Então,deixou a desejar
neste aspecto,pois discriminou uma mulher para colocar outra
mulher. Demais,a atriz perdeu-se na interpretação,pois se havia
algo a aprender,não aprendeu nada,já que se percebe a FORÇA que ela
faz para tentar interpretar algo como “meio-termo”,ou
seja,nenhuma coisa nem outra,o que não é o caso da transexual,já
que a mesma é mulher,mas sem aquele esboço ridículo que a atriz
levou à tela,parecendo mais um ROBOCOP GAY.Talvez ela tenha
confundido TRANSEXUAL com outra coisa...Ficou patética,ridícula.
Igualmente, perdeu-se o autor quando coloca a suposta transexual do
filme em uma cilada, uma verdadeira armadilha,a qual ele deve haver
retirado dos contos de fadas. Ocorre que a moça estava na Psicóloga
ou Psiquiatra,sei lá,não explicava no filme,mas,enfim,na sua
terapeuta que a acompanhava na tentativa de ajudá-la a resolver sua
vida.Nunca saberei se ela realmente queria ajudar ou
atrapalhar,pois impôs uma condição à suposta transexual do filme
para que esta conseguisse ser indicada para a cirurgia:que a mesma
fosse atrás de seu filho,sendo que não o via desde o nascimento, se
não me engano,há 17 anos,se aproximasse dele,conquistasse
ele,contasse a ele que era “pai” dele e que fizesse ele
aceitá-la,enfim,toda uma palhaçada sem precedentes,pois vinculou a
realização da cirurgia a um fato que nada tinha a ver com a questão
biológica a ser resolvida pela moça,que queria desesperadamente a
cirurgia.Ora,seria muito mais viável que a fraca terapeuta
fornecesse o laudo de transexualidade a ela,a indicasse para a
cirurgia e,após esta feita e a mesma estando com documentos
regularizados(no filme não mencionou nada a este respeito,por isso
apenas deduzi),então fosse procurá-lo se ELA tivesse vontade,pois
sentimentos não se compram nem se forçam,mas se conquistam.Assim,se
ela não procurou o filho é porque não tinha vontade e se não tinha
vontade,quem iria obrigá-la? Ninguém,mas isto,repito,não poderia
servir,em nenhuma hipótese como obstáculo para a realização da
cirurgia e,menos ainda,para que a moça fosse autorizada e indicada
para realizá-la.Uma coisa não tem nada a ver com a outra.Falha
patética,pois o autor demonstrou que não sabia como montar o enredo
de uma vida VERDADEIRA de uma transexual,então criou este
besteirol,que só poderia ser norte-americano,prá variar. Bem,a
moça,sem saída,foi atrás do filho e,após imensa
investigação,descobriu onde o rapaz estava PRESO! Pasmem,PRESO!
Mais um preconceito gritante e evidente. Com tantas histórias e
enredos que poderiam ser inspirados de uma vida real,o patético
colocou no filme exatamente o que todo o mundo queria ver e
conseguiu induzir a todos: O filho de uma transexual,obviamente aos
olhos do patético autor,haveria de ser PRESIDIÁRIO. Mesmo tendo
sido criado pelos avós, o rapaz tornou-se
PRESIDIÁRIO,pois,certamente,não poderia tornar-se outra coisa,já
que era “FILHO DE UMA TRANSEXUAL”. Parece, mesmo,que a
transexualidade da moça influenciou o rapaz a tornar-se um
marginal. O preconceito é ridículo, pois, apesar do sofrimento que
passava necessitando da cirurgia,não precisava de mais uma
desgraça,ou seja,seu filho poderia haver se tornado um
artista,um profissional liberal,enfim,estudado
em alguma faculdade e ter uma profissão.Mas não,por ser uma
transexual o filho tinha de ser PRESIDIÁRIO.Não bastasse isto,
ficou a moça sabendo que seu filho, além de presidiário era também
alcoólatra e usuário de outras drogas,como maconha,cocaína,etc.
Parece mesmo que o autor tenta vincular todas as desgraças do mundo
à transexualidade.Do ponto de vista genético, a transexualidade não
se transmite a filhos,mas transmite outras doenças,pois o rapaz era
um verdadeiro MONSTRO.Nada nele prestava,o sujeito não valia
nada,era um marginal e drogado.Interessante,pois ele poderia até
ser revoltado por não haver sido criado por sua mãe,ser uma pessoa
problemática por sentir-se só neste âmbito,rejeitado,enfim,uma
infinidade de problemas.Mas não,por ser filho de uma transexual
haveria de ser presidiário,alcoólatra e drogado. Mas o mais
ridículo veio após estas revelações bombásticas.O filho da moça era
“GAROTO DE PROGRAMA”,ou seja,já trabalhara numa boate e
fazia sexo com homens e mulheres,mas preferencialmente homens.Vale
dizer,PROSTITUTO! Ponto curioso,é que o rapaz tinha
“preferência sexual” por homens.Óbvio que isto não é um
problema,mas existe o objetivo de vincular uma coisa a outra.Ou
Estou enganada ou tentaram vincular a sexualidade do rapaz como se
houvesse sido induzido pela transexualidade da mãe? OU seja, se a
mãe é transexual,isto é, “doente” segundo os
especialistas patéticos que nada sabem sobre a transexualidade,o
filho também seria um rapaz de “conduta desviante”,pois
além de presidiário, alcoólatra,drogado, descobriu-se que ele
era,também, PROTITUTO e homossexual. Bem,confesso que diante de
tantas “qualidades” do rapaz,fiquei surpresa e
assustada, pois parece-me que uma transexual não pode ter um filho
normal.Falo normal nos dois sentidos da palavra, quais sejam,
normal que não é DOENTE e normal que anda em acordo com as
NORMAS.Se ainda não notaram, NORMAL é derivado de NORMA.Assim
sendo,se uma pessoa vive em acordo com as normas de sua sociedade
ela é normal.Nada mais! Contudo, se não vive de acordo com as
normas ela é anormal, ou seja, se as normas sociais impostas por
meia dúzia de patéticos que pensam ser os donos da verdade e ficam
rotulando referidas pessoas de “doentes”, não são
seguidas por todos, estas pessoas serão ANORMAIS e DOENTES. A
veemente patologização de condutas é um caminho perigoso,pois quem
define o que é doença deve se olhar no espelho,no fundo de sua
alma,de sua essência e ver quantas doenças possui.Já sei uma
delas:o TOC(transtorno obsessivo-compulsivo),ou seja,alguns têm o
hábito de ver doença em tudo e em todos constantemente.Esta
repetitividade é que faz com que a pessoa que define a doença
torne-se também uma pessoa doente. Prosseguindo no patético
filme(se é que posso chamar isto de filme),o rapaz aceita a ir com
a moça,mas sem nunca saber verdadeiramente quem ela é, o que não me
causa surpresa,pois com todas estas “qualidades” que
mencionei, o rapaz haveria mesmo de sair a viajar da carro com
qualquer pessoa,pois afinal ele era um marginal, drogado,
presidiário e prostituto, então que diferença faz com quem ele vai
andar...Após longo trecho do filme e muitas discussões entre ambos,
o rapaz, de homossexual e prostituto tem uma recaída inóspita de
inopino e, no quarto com a moça, revendo fotos de não sei quem,
“vira homem” e diz a ela que quer ter um caso com ela,
que pode amá-la e mais um monte de baboseiras.Ou seja,de
desconhecido,o rapaz, que ridicularizava a moça durante todo o
filme acaba se “apaixonando” por ela, apesar de ser
homossexual e prostituto.O autor parece-me que colocou toda a
própria essência no filme,pois não acredito que alguém,aí
sim,NORMAL,possa pensar tanta besteira ao mesmo tempo.Notem que
desde o início,o rapaz não apresentou nenhuma qualidade,mas só
defeitos,não era humano,mas um monstro.Mas só poderia ser
assim,afinal era filho de uma “transexual”.E se
transexual é DOENTE,o filho,obviamente,seria
doente.Contudo,homossexualismo não é doença!Por favor,rezem pela
alma deste patético que tem a patética ilusão de haver feito um
filme...Mas a cena mais
inusitada,ridícula,patética,monstruosa,desnecessária e doentia
ocorreu quando a moça,dirigindo o carro,sentiu vontade de
urinar.Como estava em uma estrada erma,parou o carro no
acostamento,abaixou-se nos brejos e matos que cobriam a beira da
estrada e foi urinar.Até aí,nada demais,pois nestes momentos não há
como segurar e aí sai de qualquer jeito.Mas por favor, a
moça,abaixada,expôs um pênis ereto, rijo e,calculo eu,de
aproximadamente 20 cm de comprimento.Deus seja louvado por tamanha
ridicularidade.Eu não sabia que se urinava com o pênis ereto, de
qualquer forma, não precisava ser tão estúpido a ponto de
demonstrar uma cena grotesca,de um mau gosto de dar pena do
patético e ridículo que fez o suposto filme.Todos que assistiram
viram que aquilo era um pênis artificial,de látex ou silicone,
comprado numa loja de artigos sexuais.Além disso,precisava mostrar
a moça segurando aquele enorme cajado só para urinar à beira da
estrada? Obviamente que não,mas para ridicularizar as transexuais,o
estúpido teve o desprazer de proporcionar aquela lamentável e
patética cena.Quem estuda e sabe como eu sei,sabe,muito bem,que com
tratamento hormonal contínuo,ou seja,tomando hormônios femininos
continuamente,o volume do pênis e testículos diminuem em até 30% de
seu tamanho normal e,ainda,devido à falta de uso, fica o mesmo
praticamente atrofiado, isto é,sem funcionalidade.Sim,quem me deu
essas informações foi um endocrinologista.Lógico que fiz uma
pesquisa mais ampla,para efeitos de embasamento teórico,mas não era
necessário,bastava a palavra de um profissional de alto nível como
é o referido endocrinologista.Assim sendo,a idéia que ficou foi a
de que as transexuais são assim vulgares e saem exibindo a
genitália em local público,enquanto que sabe-se que não fazem isto
nem em locais fechados, privados, situações íntimas,quando
ocorrem.Ainda penso que o autor,além de patético,não estudou o
assunto,pois ficou nitidamente a confusão entre transexual e outra
coisa....Mas tudo aquilo é uma mentira,que precisa ser explicada
por quem viu o lado crítico da situação,ou seja,a indução do
público a pensar que uma transexual não pode ter
um filho normal,nos dois sentidos,passando isto à vida real e
influenciando e dificultado aquelas que,por ainda não terem um
filho,quererem adotar um.A razão é simples:quem vai permitir a
adoção de uma criança por alguém ANORMAL,como deixa evidente o
“filme”,que,até digo,seria trágico se não fosse cômico?
Ninguém! Quem vai permitir a adoção de uma criança por uma
transexual,pois o “filme” diz que o filho de uma
transexual
é,necessariamente,presidiário,drogado,alcoólatra,homossexual e
prostituto?Ninguém em sã consciência vai permitir,óbvio.Contudo,a
pessoa,no caso juiz ou promotor, se não for influenciado por esta
palhaçada transmitida para todo o mundo, estará,certamente em sã
consciência e analisará o caso de acordo com as suas
circunstâncias.Para concluir, aparece a moça após haver feito a
cirurgia, acordando na cama do hospital,depois mais algumas
idiotices e o filme termina.OU seja,não foi demonstrada a
angústia,depressão,tristeza,sofrimento de uma MULHER transexual que
procura porque necessita da cirurgia de transgenitalização.Não
acrescentou nada,não esclareceu nada,não disse nada,não ensinou
nada,então foi IMPRESTÁVEL e PATÉTICO o “suposto filme”
sobre a transexualidade,chamado, inimaginavelmente, de
TRANSAMÉRICA.Para mim, TRANSAMÉRICA é nome de transportadora ou
empresa aérea que faz transporte de coisas ou pessoas através das
américas.Sim,pois o prefixo “TRANS” significa
“ATRAVÉS DE”, “ATRAVÉS DOS”. No
caso,através das américas...Até o título deixou a desejar.Nunca vi
tanta nojeira de uma só vez.Mas,após algum tempo,muita reflexão,
cheguei à conclusão de que não poderia esperar algo,no mínimo
RIDÍCULO e,ainda,PATÉTICO, já que veio dos EUA.O que se esperar de
lá? A decadência que estamos vendo agora,a bancarrota do país que
mais promove a guerra no mundo.Assim sendo,coisa boa não poderia
vir de lá. Por hoje é isto!
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